A LEI DE MOISÉS
A LEI DE MOISÉS
A Lei de Moisés é mais conhecida por Pentateuco Mosaico, ou Lei de talião “dente por dente, olho por olho”. O Deus de Moisés, bem como de Abraão, Isaac e Jacó ficou na história como Jeová, Iaveh ou Javé, mas na realidade dos fatos foi assim chamado pelo Clã de Abrão como o Deus de Israel. Até nas palavras do Mestre Jesus vocês denotam a dureza deste Deus, que ficou conhecido como o Deus Guerreiro. Na filtração e na assimilação dos fatos as ocorrências inseridas na Lei Judaica ou Velho Testamento comprovam o que estamos reportando. Os antigos Gregos se inspiraram num provérbio, que ficou conhecido assim: “Três tipos de pessoas pagarão caro, perante o Tribunal do Altíssimo: os que não sabem e não perguntam; os que sabem e não ensinam; e os que ensinam e não praticam”. Achamos o termo grego muito duro e desconfortável para o ser humano atual, visto que toda regra tem exceção. Incluo neste rol os deficientes e os impossibilitados das mais variadas espécies que se encontram sem condições de exercerem este termo, ou este provérbio.
O homem imantado pelo egoísmo, pela ganância, pelo desamor, não poderão exercer tal mister, pois suas consciências vão se encontrar no ócio e adormecidas no coração de um ser hominal imperfeito. Uma pergunta que não quer calar vem sempre a nossa mente quando tocamos em assuntos religiosos. Será que existe pecado? “Alguns estudiosos, e teólogos principalmente, afirmam que o Pecado é inerente ao ser humano. Muito lógica esta afirmação, visto que somente ele neste mundo material é dotado de inteligência, ou será que querem imputar pecados aos animais irracionais? Porém, persistir em determinados pecados é multiplicá-los em gravidade. Para alguns o pecado e o uso da expressão, persistir em ‘determinados pecados’ seria a multiplicação deles. Queremos dar uma conotação de que a verdade vence tudo ou tudo vence, têm as suas exceções, pois a única verdade que vence tudo é a Divina. Gênesis, Êxodos, Levítico, Números e Deuteronômio foram os livros atribuídos a Moisés.
“Pentateuco é mais uma palavra de derivação grega cujo significado é “cinco rolos” ou ‘livros” e são os cincos que compõem a Bíblia judaica. Não sendo um Código Moderno será que seus ensinamentos servem para os dias atuais, visto que o Pentateuco é uma história de Israel que vai desde a criação do mundo até a morte de Moisés. Podemos afirmar que a autoria destes livros pode ser ou não de Moisés, pois ele narra a sua própria morte nos livros. Os livros do Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, constituem a maioria do Pentateuco. Por esta razão os judeus o chamam “Lei” Ou “Tora”, pois ‘a vontade de Deus’ exprime a exprime. Mas, temos que mostrar que o Pentateuco não é um Código moderno de leis, nem um manual de histórias do povo de Israel. A Lei não é uma simples expressão da vontade de um povo organizado, e sim o fruto da aliança, a expressão da vontade de Deus a respeito do povo que ele elegeu. Lembrem-se de que o povo elegido por Ele foi o de Israel. Teria Moisés recebido estas Leis no Monte Sinai (Êxodos, Levítico e Números de 1 a 10) e nas estepes de Moab (Números 26 a 36 e Deuteronômio). Por isso a autoria do Pentateuco foi atribuída pela tradição judaica a Moisés.
Na própria Bíblia vemos a contradição quando um exame mais crítico mostra que no Pentateuco estão recolhidas tradições narrativas e legislativas que vão desde a época dos patriarcas (século XVIII a.C.,) até o tempo de Esdras (Século V a.C.,). Daí vem uma sigla com as letras J, E, D e P – que são tradições que “surgiram provavelmente” em torno de santuários denominados Javistas, Eloístas, Deuteronistas e Sacerdotal nos séculos X, IX, VII e VI a.C., e depois entraram na redação final do Pentateuco. A fonte Javista se caracteriza pelo nome de Javé e ocupa-se da formação e das origens do mundo, da humanidade e Israel. Além da história dos patriarcas, do êxodo do Egito, da peregrinação pelo deserto e termina com a morte de Moisés. Sua linguagem é concreta, imaginativa e o conceito de Deus é antropomórfico, isto é, Deus é alguém que age como homem, está próximo e convive com o homem (Cf. Gen 2-3).